Uma multidão invisível
Todo gesto médico carrega quem veio antes. Medicina sem história é técnica sem memória.
Todo gesto médico carrega uma multidão invisível.
Hipócrates ensinando os discípulos a observar com atenção. Os anatomistas de Rembrandt tendo coragem de olhar por dentro. Um médico que mede o pulso enquanto alguém oferece o cuidado. Outro que, numa noite sem remédio, simplesmente fica.
Medicina sem história é técnica sem memória.
O Dissecando a Medicina existe para isso. Não por curiosidade, mas por compromisso: com a formação, com a excelência, com a humildade e, acima de tudo, com o paciente.
Ao estudante que ainda sente medo, ao jovem médico no primeiro plantão, ao médico experiente que já viu de tudo: você não começa do zero. Começa de onde eles pararam.
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Obras no vídeo
- José Veloso Salgado, A Medicina Científica (detalhe: Hipócrates), 1906. Sala dos Actos, Faculdade de Ciências Médicas (NOVA Medical School), Lisboa.
- Rembrandt van Rijn, A lição de anatomia do Dr. Nicolaes Tulp, 1632. Mauritshuis, Haia.
- Pablo Picasso, Ciência e caridade, 1897, pintado aos 15 anos. Museu Picasso, Barcelona.
- Joseph Tomanek, cópia de O médico, de Luke Fildes (1891; original na Tate, Londres).
Referências
- FILDES, L. V. Luke Fildes, R.A.: a Victorian painter. Londres: Michael Joseph, 1968.
- HECKSCHER, W. S. Rembrandt's Anatomy of Dr. Nicolaas Tulp. Nova York: New York University Press, 1958.
- BOTELHO, L. S. A Escola Médica do Campo Santana. Acta Médica Portuguesa, v. 8, p. 259–264, 1995.
Créditos
Imagem de capa: José Veloso Salgado, A Medicina Científica (detalhe), 1906 (domínio público).